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O direito a vida não é para todos

02/07/2020 19:19

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O direito a vida não é para todos

Em 2020 o Brasil ainda enfrenta um problema de saneamento básico, onde não chega para 48% da população, assim como outros serviços necessários para..

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Em 2020 o Brasil ainda enfrenta um problema de saneamento básico, onde não chega para 48% da população, assim como outros serviços necessários para se viver. A miséria é realidade para 13,5 milhões de brasileiros. Os presídios não são diferentes em crueldade, todos no seu limite, sendo cerca de 65% detentos negros e moradores de periferia. Ambas as situações acarretam milhares de problemas, como o aumento de moradores de rua, prostituição, violência e marginalização. Afastados pelo Estado de qualquer tipo de humanidade, a sociedade reage da mesma forma, esquecendo-os. 

Qualquer política social de grupos ativistas se torna distante e mais difícil de ser executada nessas condições, o afastamento social é um dos principais problemas no momento de tratar esses grupos. Assim a saúde, trabalhada juntamente com a redução de danos, é escassa e amplamente disputada. O consumo de drogas é comum entre moradores de rua e prostitutas, os entorpecentes agem como forma de saída ou suporte emocional para a vida que levam. Mesmo com distribuição gratuita feitas por postos de saúde, as DSTs e ISTs não deixam de ser um grande risco, já que dificilmente a conscientização e a demanda para esses produtos é suficiente. Grupos voluntários de ajuda são os mais presentes nas realidades destratadas pelo Governo, onde distribuem tudo, de alimentos, camisinhas a agulhas. 

É de extrema significância a atuação de grupos ativistas, principalmente na situação de pandemia em que vivemos atualmente, mesmo que o trabalho não seja capaz de atingir a todos. O sucesso e maior número de alcance dessas ações só se torna palpável com dinheiro e doações de insumos, vindo esses de pessoas físicas ou empresas. Um grupo como o @marcha_das_favelas (https://www.instagram.com/marcha_das_favelas/); teria um trabalho com menos dificuldades e mais vitórias, se uma mão como a do próprio Governo, adotasse essas políticas em sua maneira de dirigir.

Portanto, para amenizar os problemas aqui expostos, é importante o comprometimento com as medidas de prevenção contra a COVID-19. O uso constante de álcool em gel, máscara quando precisar sair, isolar uma “área suja” da casa, onde objetos e roupas da rua devem permanecer e seguir para higienização. Manter a casa limpa frequentemente, assepsia de animais, pois existe risco de agirem como vetores, e reforçar a imunidade sempre que possível. É importante relembrar também a importância de evitar aglomerações. Afinal, essas medidas também se tratam de redução de danos, já que agem evitando ao máximo sobrecarregar o sistema de saúde. Se essa crise for contida, os grupos marginalizados, de risco, a sociedade como um todo, saem ganhando, com menos mortos e afetados. Quanto menos disseminação existir, mais simples será de aplicar o tratamento apropriado para os doentes e o processo de volta a rotina.

 

*DSTs –Doenças sexualmente transmissíveis

*ISTs -Infecções sexualmente transmissíveis


 

Iuri de Melo Bandeira Montarroyos, estudante de Ciências Biológicas na UFRPE, 19 anos. Trabalhador informal, como digitador e designer gráfico.

 

Produção selecionada no Edital de Apoio Emergencial da ELRD para ativistas, artistas e trabalhadores informais.